Jovem simplesmente jovem... Blog do padre frei Didier, oar.

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Jovem simplesmente jovem

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia Nacional da Juventude

28 de outubro de 2012 : Dia Nacional da Juventude (DNJ).
"Juventude e Vida - Qual vida vale a pena ser vivida?"
Sob a luz da Jornada Mundial da Juventude Rio2013, nossos jovens participaram em diferentes partes  do Brasil de uma nova esperança com o seu protagonismo.
Olhos fixos em JESUS.
Jovem: Viva a vida da fé.
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ANO DA FÉ: "REDESCOBRIR A ALEGRIA DE CRER!"


Cidade do Vaticano (RV) - Exatamente cinquenta anos depois da abertura do Concílio Vaticano II, o Papa celebrou na manhã desta quinta-feira, 11, a abertura do Ano da Fé, por ele convocado com o objetivo da Nova Evangelização e com o olhar dirigido ao futuro e ao novo legado do Concílio. 
Bento XVI presidu a Missa com um total de 400 concelebrantes: 80 cardeais, 14 padres conciliares, 8 patriarcas de Igrejas orientais, 191 arcebispos e bispos sinodais e 104 Presidentes de Conferências Episcopais de todo o mundo. Estavam também presentes na Praça São Pedro Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams.

O Papa iniciou sua homilia explicando que a celebração desta manhã foi enriquecida com alguns sinais específicos: a procissão inicial, recordando a memorável entrada solene dos padres conciliares nesta Basílica; a entronização do Evangeliário, cópia do utilizado durante o Concílio; e a 
entrega, no final da celebração, das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica.

Bento XVI disse que o Ano da fé tem uma 
relação coerente com todo o caminho da Igreja ao longo dos últimos 50 anos: desde o Concílio, passando pelo Magistério do Servo de Deus Paulo VI, que proclamou um "Ano da Fé", em 1967, até chegar ao o Grande Jubileu do ano 2000, com o qual o Bem-Aventurado João Paulo II propôs novamente a toda a humanidade Jesus Cristo como único Salvador, ontem, hoje e sempre.

Lembrando aquele dia, Bento XVI evocou o Bem-Aventurado João XXIII no Discurso de Abertura do Concílio Vaticano II, quando apresentou sua finalidade principal: “que o depósito sagrado da doutrina cristã fosse guardado e ensinado de forma mais eficaz”. Papa Ratzinger revelou aos presentes o que experimentou: “
uma tensão emocionante em relação à tarefa de fazer resplandecer a verdade e a beleza da fé no nosso tempo, sem sacrificá-la frente às exigências do presente, nem mantê-la presa ao passado
”.

Para o Papa, o mais importante, especialmente numa ocasião tão significativa como a atual, é reavivar na Igreja “aquela mesma tensão positiva, aquele desejo ardente de anunciar novamente Cristo ao homem contemporâneo, sempre apoiado na base concreta e precisa, que são os documentos do Concílio Vaticano II”.

A referência aos documentos protege dos extremos tanto de nostalgias anacrônicas como de avanços excessivos, permitindo captar a novidade na continuidade. O Concílio não excogitou nada de novo em matéria de fé, nem quis substituir aquilo que existia antes. Pelo contrário, preocupou-se em fazer com que a mesma fé continue a ser vivida no presente, continue a ser uma fé viva em um mundo em mudança”.

De fato – prosseguiu o Pontífice – “os Padres conciliares quiseram abrir-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno justamente porque eles estavam seguros da sua fé, da rocha firme em que se apoiavam. Contudo, nos anos seguintes, muitos acolheram acriticamente a mentalidade dominante, questionando os próprios fundamentos do ‘depositum fidei’ a qual infelizmente já não consideravam como própria diante daquilo que tinham por verdade”.

Portanto, “se a Igreja hoje propõe um novo Ano da Fé e a nova evangelização, não é para prestar honras, mas porque é necessário, mais ainda do que há 50 anos!” – exclamou. “
Nas últimas décadas, observamos o avanço de uma "desertificação" espiritual, mas, no entanto, é precisamente a partir da experiência deste vazio que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital para nós homens e mulheres. E no deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança. A fé vivida abre o coração à Graça de Deus, que liberta do pessimismo
”.

Este, portanto – concluiu Bento XVI – é o modo como podemos representar este ano da Fé: "uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão - mas sim o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o Catecismo da Igreja Católica, publicado há 20 anos".

Por fim, o Papa recordou que no dia 11 de outubro de 1962, celebrava-se a festa de Santa Maria, Mãe de Deus. “Que a Virgem Maria brilhe sempre qual estrela no caminho da nova evangelização. Que Ela nos ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: ‘A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros, com toda a sabedoria... Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai’”.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Papa pede que deixemos de lado o orgulho e aprendamos a ser humildes


Castel Gandolfo (RV) – 
     O Papa Bento XVI exortou neste domingo os fiéis a deixarem de lado o orgulho e aprenderem a ser humildes. Durante a oração mariana do Angelus, recitada no pátio interno da residência Apostólica de Castel Gandolfo, o Papa afirmou que é necessário uma mudança no nosso modo de pensar e de viver para seguir Deus.
          “Seguir o Senhor requer sempre do homem uma profunda conversão, uma mudança no modo de pensar e de viver, requer abrir o coração à escuta para deixar-se iluminar e se transformar interiormente”. 
      Um ponto-chave no qual Deus e o homem se diferenciam é o orgulho – continuou o Papa; em Deus não há orgulho, porque Ele é total plenitude e é todo inclinado a amar e doar vida; em nós homens, ao invés, o orgulho está intimamente enraizado e requer constante vigilância e purificação.
     Bento XVI acrescentou que “nós, que somos pequenos, aspiramos parecer grandes e sermos os primeiros, enquanto Deus não teme em se inclinar e se fazer último, por isso pediu à Virgem Maria que mostre a todos o caminho da fé em Jesus através do amor e da humildade.
     Momentos antes o Papa recordou que nos últimos encontros e no encontro deste domingo para a oração do Angelus ele está meditando sobre o Evangelho de Marcos. Domingo passado entramos na segunda parte, isto é na última viagem de Jesus em direção a Jerusalém e em direção do ápice da Sua missão. A passagem deste domingo contém o segundo desses anúncios. Jesus diz: “O Filho do Homem – expressão com a qual designa si mesmo - será entregue nas mãos dos homens, e eles irão matá-lo; mas, depois de morto, depois de três dias, ressuscitará" (Marcos 9:31). Os discípulos”, não entendiam estas palavras, e tinham medo de interrogá-lo”.
     Na saudação que fez aos peregrinos de língua francesa o Santo Padre agradeceu mais uma vez aqueles que acompanharam com a oração no último fim de semana a sua viagem apostólica ao Líbano, e extensivamente a todo o Oriente Médio. “Continuem rezando pelos cristãos do Oriente Médio, pela paz e pelo diálogo sereno entre as religiões” – disse o Papa – recordando que neste sábado foi beatificado na localidade francesa de Troyes o sacerdote Louis Brisson, fundador no século XIX dos Oblatos e Oblatas de São Francisco de Sales.
     Já em polonês o Papa recordou que no Evangelho deste domingo Jesus dá atenção especial às crianças. Diz: “quem acolher em meu nome uma destas crianças é a mim que acolhe”. “Peçamos a Deus que essas palavras – acrescentou – inspirem todos aqueles que são responsáveis pelo dom da vida, das dignas condições de existência e de educação, do seguro e sereno crescimento das crianças. Toda criança possa gozar do amor e do calor familiar!. (SP).                                                        
Fonte: Site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Encontro de Jovens das Paróquias Agostinianas Recoletas


Aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de Setembro de 2012 em Vitória – ES o “Encontro de Jovens das Paróquias Agostinianas Recoletas”
Muqui, Cachoeiro, Castelo e Vitória - ES; Itaúna - MG.
O tema proposto foi:
“JOVEM PROJETO DE DEUS”: Jovens Protagonistas da fé de olhos fixos em Jesus rumo a JMJ Rio 2013”
Durante todo o encontro foi abordado os temas: SER CRISTÃO, PROTAGONISMO.       ATITUDE e MUDANÇA.

Uns 65 jovens unidos em uma só alma e um só coração dirigidos para DEUS.
Olhos fixos em JESUS.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

9ª Caminhada da Família. Paróquia Santa Rita. Vitória - ES.

   
Vídeo: http://globotv.globo.com/tv-gazeta-es/bom-dia-es/v/caminhada-da-familia-encerra-programacao-da-semana-da-familia-no-es/2097708/

 Uma caminhada pelas ruas da Praia do Canto, Vitória, marcou o encerramento da Semana Nacional da Família, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Comissão Nacional da Família. Cerca de 1.500 pessoas participaram do evento, que está na 9ª edição e tem o intuito de mostrar para a sociedade a importância da família.  

          A caminhada teve início às 10h30 deste domingo (19), logo após a missa na Igreja Santa Rita. Cantando e com balões branco, a multidão passou por várias ruas do bairro e depois retornou para a rua Fortunato Ramos, onde fica a igreja.

          O gerente de TI Gustavo Costa fez questão de levar para a caminhada a esposa e os filhos de 3 e 7 anos para mostrar desde cedo a importância da família. Gustavo diz que se todos preservassem os laços familiares e tivessem a consciência que a vida em sociedade deve ser guiada pela família, o mundo seria diferente. “Se a gente tivesse a família, que eu acho que é a base de compreensão e perdão, com certeza nós teríamos uma relação muito melhor no mundo. Não existiria essa violência, não só a física, mas todo tipo de violência” contou.

          Uma das integrantes da Pastoral do Adolescente, Simone Alvim, lembra que a criança criada no seio familiar tem menos problemas. “Quando a criança tem uma família estruturada ela é mais segura, mais tranquila. Dificilmente ela tem tantos problemas quanto uma criança que vem de uma família desestruturada".
          A voluntária Simone Serrão disse que o evento também serve para acolher as famílias nas paróquias. “Igreja não é só o templo. Ela é feita dos membros e nós somos membros do corpo da igreja. Então, sem a gente, sem a família, a igreja não existe”, explicou.

          Segundo o organizador da Caminha da Família, Fernando Barros, o evento também arrecadou alimentos que serão distribuídos em bairros carentes. “A gente troca a camisa do evento por 2kg de arroz ou feijão. Esse alimento é entregue ao Serviço de Engajamento Comunitário (Secre), que atende as nossas 16 comunidades carentes. Esse alimento é distribuído para eles”, contou.

domingo, 12 de agosto de 2012

Vocacional na pós-modernidade


POR: PE. GERALDO TADEU FURTADO, RCJ

          A espiritualidade está se tornando cada vez mais importante no mundo pós-moderno, especialmente nesse tempo de mudanças bruscas. É tema recorrente em nossa cultura, e o desejo de espiritualidade é grande, como afirma o Leonardo Boff. Ele diz que a espiritualidade não está só âmbito das religiões, e que devemos pensar em uma “espiritualidade humana” (BOFF, Espiritualidade, Sextante, 2001, p.11). Uma espiritualidade verdadeiramente cristã que diz respeito ao chamado à vida em todas as suas dimensões. Uma espiritualidade essencialmente vocacional! Espiritualidade e vocação são um binômio inseparável. Lembremos, pois, que pessoas com responsabilidade na economia e na política buscam por espiritualidade, e ela tem encontrado espaço nas organizações em geral, no mundo corporativo, especialmente. Mas qual espiritualidade? Falamos de uma espiritualidade inserida na consciência ética do respeito pelo outro, pela vida desde a sua concepção, na proteção e sustentabilidade de nossa Mãe Terra. Uma espiritualidade humana e dialógica, comunitária e menos intimista. Uma espiritualidade capaz de transformar as pessoas em seres super-humanos que transcendam a favor da solidariedade, da justiça, da paz e do amor universal. Falamos de uma espiritualidade vocacionada a defender a vida e a tornar as pessoas mais responsáveis umas pelas outras. Perguntamos pela espiritualidade praticada em nossas Paróquias e Casas Religiosas?
 Alguns desafios para se viver uma espiritualidade vocacional
           Vivemos tempos fortes, em uma cultura do descartável e da provisoriedade, quando o sentido da vida vem perdendo forças, quando a ternura e a bondade são sufocadas pela superficialidade e a emergência do ´aqui e agora´, do ´já´ sem passado e nenhuma perspectiva de futuro. Vivemos a ditadura do “não tô nem aí”. Por isso pessoas de todas as idades, vêm perdendo o sentido da vida e necessitam serem incluídas nesse novo mundo que vai surgindo.
          Não obstante a tudo, não queremos nos somar ao coro dos lamentosos e dos indiferentes. Estou convencido de que a prática da espiritualidade na vida das pessoas, na preparação e capacitação para o exercício dos vários serviços e ministérios, bem como nos treinamentos daqueles que atuam nos serviços públicos, privados e sociais, colocará pouco a pouco em desuso gestos arcaicos, e até ditatoriais, da não relação humana, do individualismo e de vários tipos de violência. Acredito que a espiritualidade é capaz de quebrar a ditadura da indiferença humana, da autossuficiência, da arrogância e da falta de solidariedade humana. Praticar a espiritualidade, a hospitalidade, a ternura e a comensalidade (uma das referências mais ancestrais da familiaridade humana), é uma questão vocacional, uma resposta ao chamado de Deus. Para enfrentar os desafios do mundo pós-moderno, deve-se pensar em uma espiritualidade vocacional que indique novos caminhos nas relações humanas. E, se é verdade que toda vocação nasce do batismo, ela deve ser cultivada no seio da família, da comunidade eclesial e, principalmente, por meio da inserção na realidade do mundo como um sinal profético.
 Espiritualidade é mais que práticas religiosas e crenças
           Hoje muitas organizações como, por exemplo, as empresariais, têm descoberto que seus colaboradores, “funcionários”, têm uma vida interior que é alimentada pela vocação do trabalho.
           Poderíamos nos perguntar: Em nossas organizações religiosas, Paróquias, Casas Religiosas, Obras Sócio-educativas e Institutos religiosos em geral, como se pratica e se vive a espiritualidade cristã? Lembremos, pois, que a espiritualidade é mais que determinadas crenças e práticas religiosas. As práticas religiosas, os ritos, as orações em geral, são mediações importantes que fortalecem a espiritualidade, que entretanto não se esgota aí.
          A busca pela espiritualidade tem crescido, particularmente no meio profissional, no mundo corporativo como um todo. No campo acadêmico esta busca por espiritualidade tem despertado inúmeros estudos. Podemos dizer que são reflexos do mundo pós-moderno, que serão positivos se forem convertidos para uma espiritualidade comunitária, encarnada e comprometida com a defesa da dignidade humana.
 É urgente praticar a espiritualidade vocacional no mundo pós-moderno
           A espiritualidade é uma das possibilidades de se obter um significado maior para a vida, a oportunidade de desenvolver potenciais e, de se realizar como ser humano emocional e intelectual. Outro dado importante ocorre nas relações interpessoais de amizade, cooperação e ajuda mútua; onde as pessoas podem se sentir inseridas em comunidades humanas que lhes permitam satisfazer necessidades de filiação e pertença. Ora, esta é uma questão essencialmente vocacional e que deve ser percebida em nossas comunidades.
           A Espiritualidade Cristã nos indica várias mediações para a sua prática. Dentre as mediações que fortalecem a espiritualidade encontramos o valor inestimável da leitura das Sagradas Escrituras, da oração e da meditação, da participação na Celebração Eucarística. Praticar a espiritualidade nesse mundo pós-moderno é urgente.
          Responder ao chamado de Deus, à própria vocação, é se questionar cotidianamente: Como estou? Como vai minha vida, minha oração, minha família, meu trabalho, minha pastoral, minha ação social, meu lazer? É necessário recriar uma espiritualidade vocacional que leve as pessoas ao discernimento e a redescoberta de sua vocação e missão neste mundo pós-moderno. É interessante destacar que o tema da espiritualidade aparece precisamente no momento em que o mundo reflete com maior profundidade sobre os seus compromissos éticos e morais na história da humanidade. Somos desafiados pela necessidade de ir mais fundo, de procurar em nossa espiritualidade o caminho e a resposta ao sentido da vida e na reconstrução de um mundo possível e solidário contra a falta de dimensão humana muito presente no século XXI. Peço licença a Viktor Franky, de saudosa memória, e afirmo que o ser humano precisa “dar conteúdo” ao seu sentido de vida.
           Desejo que na prática da espiritualidade você leitor seja discípulo missionário de Jesus Cristo, em sua comunidade, no seu trabalho, na sua ação social e no compromisso a serviço da vida. Paz!
Pe. Geraldo Tadeu Furtado, RCJ é Diretor-secretário do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV), Responsável do núcleo de assessorias do Centro Rogate do Brasil e ministra cursos e retiros espirituais na ótica vocacional.
Site: www.rogate.org.br



sábado, 11 de agosto de 2012

O mês de agosto na Igreja Católica Apostólica Romana presente no Brasil é marcado pela forte reflexão sobre a vocação (chamado) que o Senhor nos faz, a fim de sabermos qual é a nossa missão no mundo. O que se pode ser feito para sermos felizes e, melhor ainda, fazer as demais pessoas felizes e, consequentemente, um mundo melhor?
          Certamente é necessário fazer silêncio para escutar a voz de Deus que pulsa em nós a cada dia e nos pede que sejamos pessoas melhores do que fomos ontem e assim sucessivamente. Mas como fazer silêncio?
           O Papa Bento XVI, neste ano, devido o transcurso do Dia Mundial das Comunicações Sociais, ensinou que para haver realmente o diálogo autentico é necessário haver um movimento de silêncio e palavra, sem o silêncio, ensina o Santo Padre, não existe palavras densas de conteúdo.
           Logicamente para responder ao chamado do Senhor, e ser uma resposta densa, forte, é necessário o silêncio para responder a um questionamento que volta e meia nos fazemos: Senhor, o que queres de mim? Para quê vim a este mundo? Por isso neste mês de agosto, a Igreja nos convida a cada domingo, uma proposta de reflexão, sobre qual é o chamado a que devo responder?
           No primeiro domingo de agosto, somos convidados a mergulhar sobre o chamado ao sacerdócio, o ser padre, o ser pai de uma comunidade eclesial. Não é uma vocação fácil, até porque o século XXI traz muitos atrativos a maioria dos jovens e adultos e a resposta a esse chamado do Senhor, que é feito na calma, às vezes é perdido no barulho da sociedade: festas, foguetes, compras em demasia, o prazer pelo prazer (e depois o vazio entediante), porém o Senhor continua a chamar. Aqui, se faz um adendo, para agradecer aos padres seculares e religiosos pelo atendimento ao chamado do Senhor. Obrigado pela Eucaristia presidida e celebrada todos os dias. Obrigado pelos sacramentos administrados.
           No segundo domingo, a Igreja convida à comunidade a refletirem sobre o papel paterno (somente dos pais, do sexo masculino), mas o papel paterno por excelência (pai e mãe) que são fundamentais no forjamento do cidadão de amanhã, portanto é de fundamental importância que o homem e a mulher, chamado por Deus à paternidade e, também, à maternidade, coloquem a mão na consciência e lembrem sempre sobre o papel basilar da formação do homem e da mulher para um futuro impulsionador e responsável da administração das gerações futuras. Não se pode brincar de ser pai ou mãe. Não se pode brincar de ter família! O mundo pode até ter ser um grande parque de diversões, mas mesmo os parques de diversões, tem seus limites para evitar os acidentes.
           No terceiro domingo do mês de agosto, tradicionalmente, é dedicado àqueles que disseram o seu sim a Deus, através da consagração de sua vida, através dos votos evangélicos: obediência, castidade e pobreza. Aos religiosos e religiosas, muitas das vezes esquecidos na Igreja, o agradecimento pela resposta ao chamado de Deus em suas vidas! Se a Igreja, hoje, é o que é, é devido ao trabalho realizado por esses homens e mulheres no decursos dos séculos, através do cuidado da educação das crianças e jovens, do cuidado com os doentes no hospitais, no atendimento religioso em diversas partes do mundo.
           E no último domingo, e não menos importante, a vocação dos leigos na Igreja, sobretudo, na catequese das crianças e adultos, que ensinam o amor a Deus e ao próximo. Se a Igreja no Brasil é atuante nas diversas formas de ser Igreja é graças ao sim cotidiano de homens e mulheres, que trabalham o dia inteiro (nas profissões) e que à noite ou nos finais de semana se doam ao próximo através da catequese ou nos diversos trabalhos pastorais existentes na Igreja.
           Enfim, o mês de agosto é o mês do SIM. Sim advindo do silêncio e, posteriormente da resposta a Deus através do gesto concreto.

Texto de autoria: Gustavo Carvalho Lins.